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A economia alagoana tem no mar um grande aliado, seja por meio da pesca, da aquicultura ou do turismo náutico. No 1º Fórum de Economia do Mar de Alagoas, realizado em Maceió, líderes do setor e autoridades discutiram o impacto dessas atividades no desenvolvimento do estado. O comércio de pescado e a temporada de cruzeiros foram apontados como fatores essenciais para a geração de empregos e renda, destacando a importância de estratégias sustentáveis para expandir a Economia Azul na região.
O impacto do comércio de pescado e do turismo náutico na economia alagoana
Um estudo apresentado pelo Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea) revelou que o setor de serviços é o maior gerador de empregos ligados ao mar no estado, empregando mais de 24,7 mil trabalhadores, seguido pelo comércio de pescado. Atualmente, existem 9.967 empresas ativas relacionadas à economia do mar em Alagoas, sendo que Maragogi se destaca como um dos principais polos turísticos do estado, concentrando 7,12% desses empreendimentos.
O turismo náutico também tem impulsionado a economia local, especialmente com a temporada de cruzeiros, que deve injetar cerca de R$ 80 milhões na economia estadual. Além disso, a carcinicultura tem ganhado relevância, com Arapiraca consolidando-se como um dos grandes polos produtores de camarão do estado.
O comandante dos Portos de Alagoas, capitão de fragata Rodrigo Garcia, destacou a importância do setor, afirmando que 25% da população brasileira depende diretamente da Economia do Mar, que representa cerca de 20% do PIB nacional.
O papel da Economia Azul no desenvolvimento sustentável de Alagoas
Com 16 municípios litorâneos e uma grande parte da população vivendo em áreas costeiras, Alagoas tem grande potencial para o crescimento sustentável da Economia Azul. No entanto, para que o setor continue se expandindo, são necessários investimentos em infraestrutura portuária, qualificação profissional e políticas públicas eficazes.
O presidente da Fiea, José Carlos Lyra de Andrade, enfatizou a importância de fomentar a economia marítima de forma sustentável. “O fórum é um marco no planejamento estratégico de Alagoas para aproveitar seu vasto potencial marítimo, integrando academia, governo e iniciativa privada”, afirmou.
O vice-presidente da Fiea, José da Silva Nogueira Filho, destacou que este é o início de um esforço para consolidar Alagoas como um polo da Economia Azul, buscando soluções inovadoras para garantir um crescimento equilibrado e responsável.
O vice-almirante Alexander Reis Leite, comandante do 3º Distrito Naval, também reforçou a importância do mar para o Brasil, destacando as quatro vertentes da Amazônia Azul: econômica, ambiental, científica e de defesa. “O Brasil é inviável sem o mar”, afirmou, ressaltando a necessidade de explorar seus recursos de maneira estratégica e sustentável.
Fórum reúne especialistas para debater o futuro da Economia do Mar
O 1º Fórum de Economia do Mar de Alagoas reuniu especialistas, empresários e autoridades para discutir os desafios e oportunidades do setor marítimo no estado. O evento, realizado na Casa da Indústria, teve como objetivo principal fomentar debates sobre o papel do mar no desenvolvimento econômico e sustentável de Alagoas.
Durante o encontro, foram discutidas iniciativas para melhorar a infraestrutura portuária, ampliar a capacitação profissional e incentivar a pesquisa e inovação no setor marítimo. A integração entre governo, setor privado e academia foi apontada como essencial para impulsionar o desenvolvimento da Economia Azul no estado.
A participação de autoridades como representantes da Marinha do Brasil e da Fiea reforçou a importância estratégica do evento. Além disso, o impacto das atividades marítimas no mercado de trabalho e na geração de renda foi um dos temas centrais do fórum, destacando como o setor pode contribuir para o crescimento econômico de Alagoas nos próximos anos.
Com a realização do evento e o fortalecimento das discussões sobre a Economia Azul, Alagoas se posiciona como um estado com grande potencial para explorar de maneira sustentável seus recursos marítimos, consolidando-se como um polo estratégico para o setor no Brasil.